O ano era 1884, partindo de Sobral, o historiador Antônio Bezerra chega de trem ao povoado de Massapê, onde é recepcionado por José Gomes Ferreira Torres, chefe da estação de Pitombeiras. Junto de Bezerra estava o Sr. Ursulino Ferreira de Paula, que também trabalhava na referida linha férrea. Eram por volta de quatro horas quando o trio partiu a cavalo em direção ao Ôlho-d'Agua dos Picos. Vinte minutos depois, chegam ao local, assim descrito:
... se abriu diante de nós uma espécie de anfiteatro de rochas nuas e de formas grotescas, tendo em baixo à direita viçosos arvoredos alimentados pela umidade de um olho-d'água perene. A esquerda ficam os picos mais ou menos agudos que dão nome ao lugarejo. Mais além se descobre a casa de pedras que constitui uma curiosidade nessas paragens, e tem merecido a visita de quantos amam a ciência e mostram interesse pelas raridades.
É realmente digna de nota pela sua pesada construção, e principalmente pelas lendas caprichosas com que a imaginação do povo a tem procurado tornar célebre. Recostada à rocha de formação gnáissica, ergue-se como uma fortaleza, do solo a mais de dez metros de altura, tendo as paredes superiores 82 centímetros de grossura. Não tem e creio que nunca teve coberta, e apesar do abandono e estrago dos agentes atmosféricos, conserva-se ainda em perfeito estado. A entrada é pelo lado do fundo por duas portas na sala do centro, às quais correspondem duas janelas que dão vista para a planície e as outras duas salas do lado direito e esquerdo só têm comunicação interiormente.
Uns atribuem sua construção aos holandeses, outros aos jesuítas, e quer tenha sido levantada por estes ou aqueles, admira a perfeição do trabalho, visto como as pedras sustentadas sem cimento ou outra composição de argamassa se mostram ainda tão aprumadas que tanto do lado interno e externo não sobressai uma polegada da parede. Calculo que tenha de frente cerca de vinte metros (Bezerra, 1965, p. 79-80).
Essa descrição realizada pelo célebre historiador há mais de 140 anos corresponde a um conjunto de ruínas de uma casa forte, localizada no atual município de Senador Sá, que emancipou-se de Massapê em 1959. Tal construção, de origem ainda ignorada, foi objeto de pesquisa de uma expedição recente capitaneada pelo Prof. Manoel Odorico Moraes Filho, juntamente com uma equipe multidisciplinar, a 7 de julho de 2023. Os achados encontram-se registrados no artigo "Casa do Cão: Uma fortificação colonial no município de Senador Sá, Ceará", de Beatriz Guimarães e coautores (Guimarães et al., 2023).
Segundo os autores, o sistema construtivo desta edificação foi realizado em alvenaria de pedra seca, sistema rudimentar que não faz uso de argamassa ou qualquer outro material ligante. Consiste na sobreposição de pedras em diferentes tamanhos, mas de espessuras consideráveis para garantir sua estabilidade e tendo seus vazios preenchidos pelas lascas da mesma pedra. Essa técnica contrasta com o padrão construtivo do período colonial, quando era mais comum as construções em pau a pique ou com cal e pedras (Guimarães et al., 2023, p. 10).
Trata-se de uma edificação de três ambientes, somando ao total 205m². Apesar de rudimentar, a construção manteve a preocupação em relação aos fatores externos e em como eles afetariam o local. Paredes largas para uma boa sustentabilidade da estrutura, grandes aberturas proporcionando ventilação cruzada, aberturas menores com proporção e posição estratégica tanto para o escoamento das águas pluviais como para ventilação natural, evitando que as águas que escorressem pela encosta se acumulassem dentro dos ambientes e uma estrutura de cumeeira que pudesse sustentar uma cobertura como proteção de sol e chuva (Guimarães et al., 2023, p. 14).
Quanto a sua finalidade, apesar da robustez da construção, ela não necessariamente foi concebida para fins militares, podendo ter sido a técnica de construção uma adaptação aos materiais disponíveis na região. Na minha opinião, a hipótese mais plausível quanto a sua construção é de que tenha sido feita pelos primeiros colonos portugueses da região, talvez em colaboração com os jesuítas, que entre o final do século XVII e início do século XVIII estabeleceram aldeamentos na região, posteriormente assumidos por padres seculares.
No contexto de conflito entre colonos e indígenas, a opção pela construção fortificada próxima a uma fonte perene de água mostra-se totalmente plausível. Existem sólidos precedentes nesse sentido, segundo Roberto Airon Silva (2010), as casas fortes surgiram como empreendimento de caráter especificamente bélico, na tentativa de anular a resistência indígena na ocupação dos sertões das capitanias do Estado do Brasil, na segunda metade do século XVII até o início do XVIII (Silva, 2010, p.226).
Quem pode ter construído a Casa de Pedra?
Apesar de a origem exata da construção em análise ainda ser um completo mistério, encontrei alguns indícios que podem guiar uma busca futura. O ponto de partida para tanto está na mesma obra a qual iniciei essa postagem, as Notas de Viagem de Antônio Bezerra. Mais adiante no texto, o autor traz o seguinte relato:
Tocávamos a base do mais elevado quando se nos apresentou o Sr. Alexandre da Cunha Freire, morador e possuidor do casebre que se esconde à sombra das grandes árvores ao lado direito do olho-d'água.
Nada soube nos informar com certeza a respeito do construtor da casa de pedras que no entanto pertencera a seu pai, Antônio da Cunha Freire, o qual se finara com idade superior a oitenta anos, havia bem pouco tempo; mas ouvia referir pelos habitantes dos arredores ter sido seu primeiro dono um estrangeiro que ajudado de uma preta velha nela só trabalhava à noite.
Durante o dia nunca nenhum foi visto no serviço daquele colosso, de sorte que cada manhã aparecia um lanço de parede construída, como por encanto. A preta, dizia ele, constava que era o diabo. Ficamos a pensar [grifo nosso] (Bezerra, 1965, p. 80).
Fiquei curioso com a informação de que as terras nas quais a Casa de Pedra havia sido construída pertencera a Antônio da Cunha Freire, pois, segundo o historiador Renato Braga, esse era o mesmo nome de um dos pioneiros do município de Alcântaras, na Serra da Meruoca, distante apenas 25 km em linha reta de Senador Sá (Braga, 1964, p. 76). Conforme Braga, Antônio da Cunha Freire, juntamente com dois irmãos, teria sido um dos primeiros colonizadores da região, tendo chegado ainda no início do século XIII. Cabe ressaltar ainda que tanto Alcântaras quanto Senador Sá já foram distritos de Massapê (Sampaio, 1972). Isso me sugere que a história dessa construção pode estar diretamente ligada a família Cunha Freire.
Outra fonte de informação é o próprio nome do local, Olho D’água do Pico. Segundo França (2024), na década de 1850, essa propriedade pertenceu a José Camilo Linhares e seus pais, Capitão Joaquim José Alves Linhares e Maria da Purificação de Vasconcelos Linhares. Dessa forma, Camilo é bisneto do Sargento-mor Antônio Álvaro Linhares e Inês Madeira de Vasconcelos (uma das sete irmãs), bem como de José de Araújo Costa e Brites de Vasconcelos (outra das sete irmãs), proprietários do Sítio São José e um dos primeiros povoadores de Alcântaras. Pelo lado materno, Camilo é bisneto do Capitão-mor José de Xerez Furna Uchoa, que também habitava a Meruoca, em seu sítio Santa Úrsula.
José Camilo era casado com Maria da Cunha Trindade Linhares, filha de José Rodrigues Lima e de Ana Teresa de Jesus (Arruda, 1980, p. 7). Maria era bisneta do Capitão Domingos da Cunha Linhares, cunhado do já mencionado Antônio Álvaro Linhares, um dos primeiros povoadores da Ribeira do Acaraú juntamente com seu tio Félix da Cunha Linhares, que se estabeleceu no Sítio São José da Mutuca (Patriarca, Sobral). Um detalhe curioso é que em seu testamento Domingos da Cunha Linhares assinou como Domingos da Cunha Freire (Araújo, 2005, p. 342).
Félix da Cunha Linhares não teve filhos biológicos, tendo adotado uma menina de nome Albina. Uma parte dos seus bens, inclusive suas terras, foi herdada por seu sobrinho Domingos, que inclusive foi responsável por terminar a construção da capela iniciada por seu tio em 1718. Entre as várias sesmarias que recebeu, uma delas merece destaque. Concedida a 7 de janeiro de 1708, media meia légua (3,3 km) de comprimento por meia de largura nas margens do riacho Cachoeira, que vem do "boqueirão" da Serra da Meruoca e deságua no Rio Acaraú, até confrontar com a Serra da Tucunduba (Sesmarias, Vol. 5, nº 279, p. 70). Ressalta-se aqui que o termo "boqueirão" se refere a um vale entre montanhas, pelas quais escorrem as águas formando o dito riacho.
Estaria a casa de pedra dentro dessa antiga sesmaria? É difícil afirmar. Contudo existem alguns pontos sugestivos. De fato, o Olho D'Água dos Picos fica na borda de uma vale formado pelas serras da Gurgueia (ou Serra Verde) e o Serrote das Bombas, ambas partes integrantes da Meruoca. Nesse vale, há pouco mais de 2 km (0,3 léguas) da Casa de Pedra, corre um rio, hoje denominado Riacho dos Porcos, que após receber diferentes denominações aflui para o Rio Acaraú. Cerca de 20 km a oeste da construção existe atualmente o Riacho Tucunduba, que marca a divisa de Senador Sá e o município de Marco. Esse riacho nasce em um serrote próximo denominado Mucuripe (o mesmo Tucunduba?).
Outro ponto digno de nota é que um ano antes, a 16 de maio de 1707, Félix da Cunha Linhares já havia recebido outra sesmaria de três léguas (19,6 km), por meia de largura, no riacho do Macaco, no rio Acaraú (Sesmarias Vol. 4, nº 225, p. 16). Sobre isso, ainda hoje existe um Riacho próximo a essa região, denominado Macaco, que se liga ao supramencionado Riacho dos Porcos, formando um afluente do Acaraú, o Riacho Aiuá. Ademais, a descrição da sesmaria informa que esta encontrava-se nas ilhargas (lado mais longo do lote) do dito rio Acaraú, começando das testadas (lado mais curto do lote) do suplicante, o Cel. Felix da Cunha Linhares.
A propriedade a que se refere a descrição, muito provavelmente é sesmaria recebida por Leonardo de Sá em 1702, repassada a Félix da Cunha Linhares como dote pelo casamento com sua filha, onde hoje se encontra o distrito de Patriarca, Sobral. Coincidentemente, ou não, a dita Casa de Pedra encontra-se há 30 km (4,5 léguas), perpendicular ao Rio Acaraú, na altura do referido distrito, portanto, relativamente próxima as outras propriedades do Coronel. Essa área abrange hoje grande parte do município de Massapê.
Quando da lavratura do testamento de Domingos, em 20 de abril de 1768, ele informa que sua filha Maria está casada com o Cap. João Rodrigues Lima com o dote que lhe demos.." (Araújo, 2005, p. 340). Esse casal são os avós de Maria da Cunha, esposa de Camilo Linhares. Portanto, haveria um nexo familiar entre Félix da Cunha Linhares e os proprietários da Fazenda Olho D'Água do Pico, que possivelmente também a teriam recebido como presente de casamento de seus antepassados.
Se aceitarmos essa hipótese, pode a Casa de Pedra de Senador Sá ter sido construída pelo próprio Félix da Cunha Linhares? Mais uma vez, faltam elementos para confirmar ou refutar essa hipótese. A favor dela vem o fato de que Félix, por ser militar, provavelmente era familiarizado com a construção de edifícios fortificados, e considerando o ambiente hostil aos colonizadores das primeiras décadas do século XVIII, ele teria motivos para essa precaução. Essa inclusive foi uma prática comum nesse período em outras partes da capitania, como na Ribeira do Jaguaribe (Da Silva, 2021).
Ademais, Félix da Cunha Linhares participou das primeiras expedições de exploração da Ribeira do Acaraú, sob o comando de seu sogro, Leonardo de Sá. Essas expedições se estenderam até quase a Ibiapaba e resultaram na captura de um significativo número indígenas, os quais foram posteriormente aldeados na Missão dos Reriús, na Meruoca (Documentação Histórica Pernambucana, Sesmarias. Vol. 1, p. 80, Recife,1954). Considerando isso, não é um absurdo imaginar que essa mão de obra poderia ter sido empregada na construção da Casa de Pedra. Sobre isso, o historiador Francisco Reinaldo nos informa que num raio de aproximadamente vinte quilômetros da Casa de Pedra existem vários sítios arqueológicos como Tucuns e Córrego da Onça, ligados as antigas habitações das populações indígenas (Reinaldo, 2023).
Um outro Cunha Freire...
Consultando a grandiosa obra Siará Grande, de Francisco Augusto Lima, que reúne informações sobre os primeiros portugueses a vir para o Ceará, localizei outro "Cunha Freire" que habitou a região, tratava-se de Manoel da Cunha Freire, natural do Bispado do Porto, que casou-se com Francisca Ferreira Passos, natural de Granja, Ceará (Lima, 2016, p. 1743). Sobre isso, cabe esclarecer que Senador Sá encontra-se na divisa dos termos das antigas vilas de Granja e Sobral, sendo que a definição exata desse limite só foi oficializada em meados do século XIX.
A Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, ao tratar do município de Massapê informa que em 1712, Manoel da Cunha Freire requereu em sesmaria, a data da terra "Olho-d'Agua dos Picos", fazendo já naquele tempo menção da existência da "Casa da Pedra" e de um açude que lhe fica ao lado (IBGE, 1959, p. 371). Entretanto, não consegui localizar o registro dessa sesmaria.
Segundo Batista Fontelene, Manoel
...fixou residência no sertão da Tucunduba, onde adquiriu imensas glebas de boas terras, inclusive cinco léguas por Sesmaria e o restante por compra ao Capitão-Mor João Félix de Carvalho e outros, perfazendo um total de mais de vinte léguas, incluindo nestas seis léguas de terra situadas à margem do Riacho Inhanduba. Seu falecimento ocorreu no ano de 1764, tendo sido sepultado na Capela de Nossa Senhora do Livramento, do Parazinho, da Freguesia de Santa Cruz do Coreaú, hoje Granja [grifo nosso] (Fontelene, 2001, p. 222).
Cabe esclarecer que o Riacho Inhanduba, já no município de Marco, corre paralelo e próximo ao supracitado riacho Tucunduba. O capitão-mor João Félix de Carvalho, destacado sertanista, atuou ativamente na repressão aos povos indígenas da capitania (Barroso, 1958, p. 72). É mencionado como proprietário de terras neste último riacho Tucunduba, como consta na solicitação de sesmaria de Domingos Ferreira Passos, datada de 15 de janeiro de 1733 (Sesmarias Vol. 12, nº 52). Domingos, muito provavelmente é parente de Francisca, mulher de Manoel da Cunha Freire.
Ademais, Fontenele informa que do casamento de Manoel da Cunha Freire e Francisca Ferreira Passos nasceram quatro filhos, dentre os quais Antônio da Cunha Freire (Fontelene, 2001, p. 223). Pelo ano de falecimento de Manoel, é razoável supor que este seja o mesmo Antônio apontado por Renato Braga como sendo o pioneiro de Alcântaras. Entretanto, provavelmente não se trata do antigo proprietário da Casa de Pedra, pai de Alexandre, que pela descrição teria nascido apenas no começo do século XIX.
Sabe-se também que Antônio da Cunha Freire recebeu três léguas de terras de herança Manoel Ferreira Passos, falecido a 1 de maio de 1754, sepultado na Capela da Meruoca. Antônio também é mencionado no testamento de João de Andrade Pessoa (Pessoa Anta), que foi fuzilado a 30 de abril de 1825, como morador do termo de Granja, a quem o defunto devia a quantia de 100 mil réis por obrigação corrente e trinta e seis mais ou menos constantes de huma carta de minha firma tendo de si aberto huma conta de fazendas que mandou dar a seu procurador Manoel Coelho (França, 2024, p. 67).
Portanto, apesar de não ser possível identificar ainda a relação exata de parentesco, é bem provável que os dois Antônio sejam parentes em algum grau. Por fim, não é possível descartar alguma relação de parentesco entre Manoel e Félix da Cunha Linhares. Entretanto, ainda são apenas suposições que merecem estudos mais aprofundados no futuro.
Diego Carneiro
23 de janeiro de 2026
Referências
ARRUDA, Francisco de Assis Vasconcelos. Genealogia Sobralense - Os Linhares - Tomo IV. Iomps, 1980.
ARAÚJO, Pe. Francisco Sadoc de. Cronologia Sobralense- Séculos XVII e XVIII- 1604-1800. 2ª edição. Volume 1/ Fortaleza: Edições ECOA, 2005.
BARROSO, Gustavo. Nos bastidores da história do Brazil. Edicões Melhoramentos, 1958.
BEZERRA, Antônio. Notas de viagem. Imprensa Universitária do Ceará, 1965.
BRAGA, Renato. Dicionário geográfico e histórico do Ceará. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1964.
DA SILVA, Rafael Ricarte. Redutos da Conquista: Casas Fortes e Arraiais como estratégia de combate na Capitania do Siará Grande (Século XVIII). Revista de História Bilros: História (s), Sociedade (s) e Cultura (s), v. 9, n. 18, 2021.
FONTENELE, A. Batista. A Marcha do Tempo: Os Fontenele. Fortaleza: SENAI/CE, 2001.
FRANÇA, Mavignier. Guia de Contexto, Pesquisa e Leitura do Primeiro Registro das Terras de Granja Ceará (1854-1857). Coreaú: Associação Memória Salva, 2024.
GUIMARÃES, Beatriz Freire et al. "Casa do Cão: Uma fortificação colonial no município de Senador Sá, Ceará“. Revista Tarairiú, v. 1, n. 23, 2023.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enciclopédia dos municípios brasileiros. Vol. 16. Rio de Janeiro: IBGE, 1959.
REINALDO, Francisco Jameli Oliveira. Manifesto dos Vencidos (1713-1920): Ensaio para uma história alternativa de Massapê. Sobral: Sertão Cult, 2023.
SAMPAIO, Dorian; DA COSTA, Francisco José Lustosa. Anuário do Estado do Ceará. 1972.
SILVA, Roberto Aron. Arqueologia das Casas Fortes: Organização Militar, Território e Guerra na Capitania do Rio Grande do Norte - Século XVII. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Área de Concentração em Antropologia / Arqueologia, da Universidade Federal da Bahia. 2010.



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