Esse artigo investiga a localidade de Lagoa das Pedras, em Jijoca de Jericoacoara, onde documentos antigos e a tradição oral parecem sugerir que pode ter havido um primitivo assentamento colonial no início do século XVIII, ou até mesmo antes. A localidade situa-se à margem de um açude, que barra as águas do chamado Córrego de Dentro, o qual delimita a fronteira entre Jijoca e Camocim.
O sobrado "holandês" de Lagoa das Pedras
O que me motivou a escrever esse texto foi um curioso relato de moradores da região, de que teria existido nesse local uma construção singular, a qual é referida como um "sobrado", cuja construção é tradicionalmente atribuída aos holandeses. Tomei conhecimento desse fato por meio de uma postagem realizada no dia 16 de fevereiro de 2015 pelo historiador local Antônio Pedro de Souza, residente na localidade de Baixio, em Jijoca de Jericoacoara, situada há menos de seis quilômetros da Lagoa das Pedras. No texto, ele nos informa que:
Hoje, 16/02, decidimos rever o local onde os holandeses estiveram por um longo período, no início do século XVII. O que tem como prova concreta, são telhas, caibros, ripas e um banco, que foi encontrado por um senhor que recebeu o terreno dos portugueses, alguns anos após expulsarem os holandeses de lá. Enquanto estiveram naquele local, construíram um "sobrado", na parte alta de um pequeno "serrote" que fica na margem do leito da "Lagoa das Pedras". Meu avô, Gonçalo Pedro [de Araújo] (1907-1995), foi vaqueiro afamado na região e sempre tivemos oportunidades de entrevistá-lo sobre as ações desenvolvidas por ele, na tarefa de "campear", o gado, uma missão difícil da época. Ele contava, que o referido "sobrado" serviu muito como morada de onças e que às vezes arranhavam as portas, as quais, fechadas pela ventania, tornavam-se obstáculos na vida das onças. Só tive oportunidade de conhecer o local após aquela construção ter sido demolida para que sejam extraídas as "pedras de serrote" que são colocadas nas estradas vicinais de Jijoca de Jericoacoara (Souza, 2015).
Em conversa com Antônio Pedro, através de seu primo Guilherme Souza, o mesmo nos informou que, de fato, houve, próximo ao açude, um sobrado de estilo holandês, e que o senhor Antônio Alves Lustosa, que era proprietário do local conservava vigas e barrotes de cedro, assim como telhas e um banco de madeira maciça. Lustosa teria, inclusive, utilizado algumas dessas telhas para cobrir uma casa de farinha. Ele afirma ter visto esses materiais, chamando atenção para o fato das telhas medirem cerca de 70 centímetros de comprimento e serem bem largas. Havia também no lugar um cacimbão quadrado.
Conta ainda que, segundo a tradição oral, no ano de 2008, o então prefeito de Jijoca de Jericoacoara, Sérgio Herrero Gimenez, teria mandado escavar um serrote nas imediações do referido sobrado e o operador da escavadeira teria, supostamente, encontrado um baú enterrado com joias e moedas, e que depois disso ele teria sumido e nunca mais apareceu. Para ilustrar como esse tipo de história é corrente na região, na tese de doutorado em psicologia social de Edileusa Santiago do Nascimento, a pesquisadora informa que, em dezembro de 2003, havia colhido "vários depoimentos em Jericoacoara sobre uma princesa encantada que guarda uma cidade toda de ouro na Lagoa das Pedras, na soleira de um serrote, onde os entrevistados dizem ouvir estrondos causados por essa princesa. Eles também conhecem as ruínas do antigo forte dos holandeses" (Nascimento, 2009, p. 32). Sobre essa lenda, já a abordamos em outra postagem.
Ocupação Holandesa
Para darmos um contexto e analisamos a plausibilidade da alegação, vejamos um resumo da história da ocupação flaminga da região de Jericoacoara, já discutida em detalhes em outra postagem. Os holandeses renderam a guarnição do Fortim de São Sebastião, em Fortaleza, em 1637. Em 1641, Gedeon Morris assume o comando do forte, empenhando-se na prospecção de salinas no litoral de Camocim. No dia 8 de outubro desse ano, Morris envia uma carta ao Supremo Conselho, na qual comunicava sua descoberta e informava ainda a existência no local de um bom porto para navios, mencionando também a existência de mais de trinta “nações” de tapuias, das quais apenas dez eram consideradas aliadas. Com vistas à exploração dessas e de outras riquezas, os holandeses penetraram a foz do rio Coreaú, erigindo duas fortificações na região: uma em Camocim e outra em Jericoacoara (Oliveira, 1995, p. 44).
Sob a pressão das forças comandadas por Antônio Teixeira de Melo, capitão-mor de São Luís, os holandeses abandonaram o Ceará em 1644, mas retornam cinco anos depois, em 1649. Nessa nova ocupação, promovem outras incursões nas regiões de Camocim e da Ibiapaba, desta vez movidos por expectativas de exploração aurífera. Mas com a capitulação no Recife, em 1654, foram definitivamente expulsos do Nordeste brasileiro. No ano seguinte à expulsão, “mandou André Vidal de Negreiros [governador da Capitania do Maranhão e do Grão-Pará] levantar, na Ponta de Jericoacoara, uma fortificação permanente, como meio de facilitar as comunicações por terra entre o Maranhão, a Ibiapaba e o Ceará, até então precárias e difíceis, em razão da constante hostilidade dos nativos contra os portugueses” (Studart-Filho; Pompeu, 1966, p. 191). Ao que tudo indica, entretanto, tal plano jamais se concretizou.
Em 1728, setenta e quatro anos após a capitulação holandesa no Nordeste, João da Maia da Gama, então ex-governador do Estado do Maranhão, visitou os remanescentes do forte neerlandês em Camocim. Em seu relato, registrou que:
"... os holandeses que aqui estiveram nas [barreiras] acima declaradas, tiveram um forte e ferraria, e olaria de fazer tijolos, e se achavam, e se tem achado muitas ferramentas, e cobres, e se vêem ainda tijolos e as ruínas do forte, e casas que tinham de uma parte e outra” (Martins, 1944).
Isso demonstra que as construções holandesas eram bastante sólidas, em contraste com o aspecto mais típico das construções coloniais lusitanas.
Com saída dos holandeses e o fracasso da segunda tentativa de estabelecer uma missão na Ibiapaba, essa região se tornou inóspita para os luso-brasileiros, dado a relação conflituosas com os povos locais. Em 1666, o tabajara André Coravaty, que havia acompanhado os missionários Antônio Ribeiro e Pedro Pedroso em seu regresso ao Maranhão, decidiu retornar a região, visando fundar novas aldeias em Jericoacoara. Entretanto, ao descerem a serra da Ibiapaba, foram atacados pelos Aconguaçus (Acahamaçus), que mataram o dito principal. Foram socorridos pelo Capitão Felipe Coelho de Morais, que os levou para próximo à Fortaleza (De Sousa, 2015, p. 40).
Esse trecho sugere que haveriam diversos aldeamentos indígenas próximos a Jericoacoara até meados da sexta década do século XVII, os quais foram, ao menos parcialmente, desmobilizados no episódio. O reestabelecimento da missão da Ibiapaba e correlatas só prosperou, de fato, a partir do final do século XVII, quando houve uma maior pacificação do território, o que possibilitou influxo de colonos permanentes para a região.
A Capela de Lagoa das Pedras
Segundo D. José Tupinambá da Frota, o 1.º livro de batizados e casamentos do Curato do Acaraú (1725-1730) faz menção as seguintes capelas: N. S. da Conceição do Acaraú (atual Patriarca, Sobral), de Santa Cruz da Água das Velhas (Itarema), do Pará (Parazinho, Granja), da Beruoca (Meruoca), de Ibiguassú, da Lagoa das Pedras, do Moquem, de Sto. Antônio do Olho d'Agua (Ribeira do Corcaú), N. S. da Conceição dos Tremembés (Itarema) e de Sto. Antônio de Imbuassú (Granja), as quais eram de taipa cobertas de palha (Frota, 1974, p. 39).
Como já apontado, várias dessas capelas possuem localização bem conhecida pelos pesquisadores, mas esse não é o caso de Lagoa das Pedras. A primeira menção que suponho referir-se a dita lagoa foi feita em 8 de setembro 1729, quando Pe. João da Costa Ribeiro batiza, na Fazenda Lagoa das Pedras, Antônio, filho legítimo de Antônio Luís e Rosa Soares, sua mulher. Foi padrinho o Comissário Pedro da Rocha Franco (Livro nº 1, fl. 15 apud Araújo, 2005, p. 121). Pedro da Rocha Franco era residente no sítio Ibuaçu, em Granja, onde instituiu a Capela de Santo Antônio do Ibuaçu.
Na petição de sesmaria de João Pereira Jacinto, recebida em 30 de agosto de 1805, o sesmeiro informou que "lhe constava estarem devolutas umas terras situadas no Lugar chamado Lagoa das Pedras, as quais terras ficam circunvizinhas, pela parte do Sul com o lugar chamado Pesqueiro; e pela parte do Norte com as de Jericoacoara" (Sesmarias, Vol. 8, nº 668, p. 167). Já tratei brevemente de João Pereira Jacinto em outra postagem, sabemos que era morador do termo de Granja, sendo casado com Joana Francisca de Sampaio, filha do Capitão-mor José da Costa Sampaio e D. Maria Joaquina Santiago. Sabe-se também que era pai de José Rufino Pereira e José Coriolano Pereira, alguns dos pioneiros do município de Ubajara.
Ocupou cargos importantes na Vila de Granja, como subdelegado de polícia, nomeado em 22 de julho de 1847, além de juiz substituto de órfãos da mesma comarca, dois dias depois (Jornal O Cearense, 16/08/1847). Em 28 de janeiro de 1856, foi nomeado Tenente Coronel da infantaria da Granja (Jornal Pedro II, 23/02/1856). Segundo Pe. Vicente Martins, João Pereira Jacinto foi preso por sua vinculação ao campo republicano durante a repressão imperial à Confederação do Equador em Granja, em 1825, e "descontente de seus amigos e alguns de seus parentes transportou-se para o seu sitio Goyanna, onde faleceu". Possuía diversos sobrados construídos de taipa em Granja e nos lugares Lagoa das Pedras e Saco do Jaragassuhy, dos quais, em 1917, já não restava mais nada (Martins, 1917, p. 301).
Segundo o historiador Geraldo Nobre, comentando sobre a possibilidade desta sesmaria ser a localização da Capela, relembra que "deve-se lembrar a propósito o antigo projeto de construção de uma fortaleza na Jericoacoara, lugar bastante frequentado e próximo do qual ficava o da Lagoa das Pedras, de modo que parece admissível a existência de uma antiga capela nesse último, talvez em algum aldeamento de Tremembés" (Nobre, 1980, p. 328). O qual discutimos na seção anterior.
Sabe-se que essas terras deram origem ao Sítio Santo Eliseo. No Livro de Registro de Terras da Freguesia da Barra do Acaraú 1855-1857, declarou José Pereira Jacinto, provável descendente de João Pereira Jacinto, em 13 de março de 1857, "uma posse de terras nas duas léguas, no sitio denominado Santo Eliseo, com meia légua em quadro, cujo comprimento principia com a Lagoa das Pedras, correndo rumo ao poente, no sul com o lugar Pesqueiro, ao Norte com terras da Jericoacoara" (nº 687, fl. 100). Na mesma ocasião, declararam também possuir terras nesse lugar João de Deus Sampaio (nº 688, fl. 100), Maria Joaquina da Conceição (nº 690, fl. 100), Jacinta Rosa dos Santos (nº 691, fl. 100v) e Francisca Dias Martins (nº 694, fl. 100v).
Décadas depois, a Lagoa das Pedras foi utilizada como marco delimitador de fronteiras. Pela Lei nº 1.814, de 22 de janeiro de 1879, os limites de Acaraú se davam, "ao poente para Camocim e Granja, até o Braço e daí a Fazenda Lagoa das Pedras e ao Serrote da Tiaia". Já na delimitação do distrito de Parazinho, em Granja, consta que o mesmo:
"... limita-se por uma linha que partindo da Lagoa das Pedras, de Antônio Alves [Lustosa], vai a Pedra Branca de Dentro, dai ás fazendas Carahúbas de Ignacio de Moura, Jagarapy de Rufino Ribeiro do Carmo e Baixa Fria, Matto Grosso de Conrado Ferreira Porto, Pedras Pretas, Sacco de José Ildefonso, Pedras, Burity e sai pelos Tucuns, Braço e daí á Lagoa das Pedras" (Martins, 1915, p. 38).
Ressalta-se que esse é um topônimo muito comum, sendo difícil precisar a localização exata a que se referem os registro históricos. Dessa forma, nos ativemos a presentar as evidências disponíveis sem tirar conclusões definitivas.
O que poderia ser o tal "sobrado"?
Face tudo que foi exposto, e dando total credibilidade a nosso colega Antônio Pedro, não conseguimos chegar a conclusão segura sobre o que exatamente seria essa construção. Mas temos algumas hipóteses, indo da mais fantástica a mais trivial. No polo mais especulativo, poderia, em tese, ter sido essa construção algum resquício da ocupação holandesa na região. Isso se apoia simplesmente no histórico de ocupação e no relato de João de Maia da Gama sobre o estilo construtivo dos batavos, que possuíam "olarias de tijolos" e, portanto, eram proficientes no uso de cerâmica em suas construções. Mas ressalta-se que isso seria algo extraordinário, sendo, se verdadeiro, o único resquício material de que se teria registro dessa ocupação.
A segunda hipótese, igualmente especulativa, mas mais plausível, seria a de que essa construção pudesse ter alguma relação com a citada Capela de Lagoa das Pedras, mencionada nos livros do início do século XVIII. Essa hipótese, como aventada por Geraldo Nobre, poderia estar relacionada aos primórdios da ocupação colonial, talvez envolvendo tentativas de missionar os tremembés que, como vimos, há tempos habitavam essa região. Na petição de João Pereira Jacinto, já bastante tardia, as terras aparecem como "devolutas", ou seja, desocupadas, indicando que pode ter havido uma ocupação anterior.
Entretanto, pesa contra essa suposição o padrão construtivo apontado por D. José, e que todas as capelas daquele tempo eram feitas de "taipa coberta de palha", apesar de nada impedir que a mesma tenha sido reconstruída posteriormente em alvenaria, como várias outras na região. Por outro lado, templos são produtores naturais de registros escritos, de modo que o silêncio documental, nesse caso, constitui um argumento contrário a essa hipótese.
Finalmente, a hipótese mais plausível, na minha opinião, é de que se tratasse da casa de algum senhor de terras da região, provavelmente da primeira metade do século XIX. A designação sobrado, indica se tratar de uma residência de dois pavimentos, o que é confirmado por Antônio Pedro, sendo, geralmente o superior com piso de madeira. O sobrado mais antigo registrado na zona norte do estado do Ceará foi construído em Sobral, sendo datado de 1814, pertencente ao Coronel Inácio Gomes Parente, do qual já tratamos. Ademais, como vimos, o próprio João Pereira Jacinto teria tido um sobrado nessa região, como registra Pe. Vicente Martins, o qual poderia ter sido abandonado com sua prisão em 1825.
Em todo caso, uma pista da antiguidade da construção é o tamanho das telhas, indicadas, no caso de Lagoa das Pedras como tendo aproximadamente 70 centímetros de comprimento, o que contrasta com as telhas modernas. Se tomarmos por exemplo a construção em alvenaria mais antiga da região, a Capela de Almofala, cuja conclusão, após sua reforma, data de meados do século XVIII, esta possuía originalmente, segundo Nicodemos Araújo, "telhas de 80 centímetros de comprimento e os tijolos pesando 8 a 9 quilos cada um" (Araújo, 1981, p. 55). Esses materiais teriam sido trazidos da Bahia para a região, no lastro dos navios que comercializavam charque. Já em um levantamento realizado por Isabelle Carvalho, em casas de fazenda do século XIX na região de Acaraú, Coreaú e Ibiapaba, encontrou telhas de 50 a 60 centímetros de comprimento, portanto, ligeiramente menores do que as de Lagoa das Pedras (Carvalho, 2023, p. 171).
Já quanto a lenda envolvendo o tesouro enterrado na região, aqui entramos num campo ainda mais especulativo. Abundam na região histórias de botijas enterradas, tendo a antiga prática adquirido contornos místicos com o passar do tempo. Essa prática de enterrar dinheiro e bens valioso parece ter sido popular no passado, funcionando principalmente como estratégia de segurança. Se admitirmos que o sobrado pertenceu de fato a João Pereira Jacinto, que deve ter sido um homem abastado, não seria impossível que, com sua prisão, tivesse deixado algumas posses para trás.
Diego Carneiro
ARAÚJO, Nicodemos. Almofala e os Tremembés. Secretaria de Cultura e Desporto, 1981.
CARVALHO, Isabelle Mendonça de. Fazendas nos sertões do Acaraú, Coreaú e Serra da Ibiapaba (CE). 2023. 370 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.
FROTA, D. José Tupinambá da. História de Sobral. Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno, 1974.
MARTINS, Vicente. Notícia histórico-chorographica da Comarca de Granja. Revista do Instituto do Ceará, p. 3-57, 1915.
MARTINS, Vicente. Pessoa Anta: biographia. Revista Trimestral do Instituto do Ceará, Fortaleza, v. 31, p. 280-335, 1917.
MARTINS, Francisco d'Assis d'Oliveira. Um herói esquecido (João da Maia da Gama). Divisão de Publicações e biblioteca, Agência Geral das Colónias, 1944.
NASCIMENTO, Edileusa Santiago do. Identidade e memória de habitantes de Fortaleza-CE originários da comunidade Tremembé de Almofala-CE: ramas de raízes indígenas em trânsito na cidade. 2009. 329 f. Tese (Doutorado em Psicologia Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.
NOBRE, Geraldo Silva. História eclesiástica do Ceará. Secretaria de Cultura e Desporto, 1980.
OLIVEIRA, André Frota. A fortificação holandesa do Camocim. Expressão Gráfica e Editora, 1995.
SOUZA, Raimundo Nonato Rodrigues de. “Minha Riqueza é Fruto do meu Trabalho”: negros de cabedais no Sertão do Acaraú (1709-1822). 2015. 223 f. (Tese Doutorado).
SOUZA, Antônio Pedro de. Hoje, 16/02, decidimos rever o local onde os holandeses estiveram por um longo período, no início do século XVII... Baixio de Jijoca, 16 fev. 2015. Facebook. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1Kd5fqkKgx/. Acesso em: 9 set. 2026.
STUDART FILHO, Carlos; POMPEU, Thomaz. Páginas de história e pré-história. Inst. do Ceará, 1966.
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