Esse texto tem como objetivo analisar a história da ocupação colonial da localidade de Patos, em Itarema. A Enseada do Patos fica localizada entre as fozes dos rios Aracati-mirim e Aracatiaçu, sendo de ocupação bastante antiga. Além de fontes documentais, recorri também a entrevistas com moradores e outras fontes dispersas de informação vinculadas a tradição oral.
Capitão José de Moura Negrão
A ocupação colonial da região de Patos está ligada a sesmaria de Pedro Rodrigues de Oliveira e seus companheiros, recebida a 20 de junho de 1694. Entre os sesmeiros, estava João Fernandes de Sousa, casado com Leonor Dias de Carvalho, irmã de Manoel Dias de Carvalho. Seu testamento foi aberto em 08 de outubro de 1719, na casa de seu genro, José de Moura Negrão, localizada no Sítio dos Patos, na ribeira do Aracatiaçu (Souza, 2015, p. 111). Essa foi a primeira menção que localizei a essa localidade, sendo o topônimo presumivelmente relacionado a existência de lagoas na região que outrora abrigaram grande quantidade de patos selvagens.
Mas o Capitão José de Moura Negrão já habitava essa região pelo menos desde 1712, conforme sua solicitação de sesmaria, obtida a 16 de novembro de 1718, juntamente com seu cunhado Manoel Fernandes de Carvalho, filho de João Fernandes de Sousa. Nesse documento eles informam terem alcançado as terras dos providos da sesmaria do Aracatiaçu, de 1694, que não a povoaram e, logo, estas foram concedidas a outro sesmeiro em 1710, do qual a adquiriram. E, por não terem o documento que comprove a posse da terra onde moravam havia seis anos, pedem a confirmação por meio de uma nova data (Sesmarias, Vol. 6, nº 420, p. 90).
Conforme Pe. Sadoc, além da Lagoa dos Patos, onde residia, o Capitão possuía terras na Timbaúba, entre Caracará e Miraíma. Por ocasião da realização do inventário de sua esposa, Ana de Jesus, aberto a 21 de outubro de 1721, informa que suas terras não davam rendas porque parte delas era habitada pelo “gentio brabo” (Araújo, 2005, p. 101-102). Negrão teve participação ativa no combate aos indígenas da região. No ano de 1722, o capitão-mor do Ceará, Luís Ferreira Pessoa, ordenou-lhe que fizesse "guerra de morte aos tapuyos dos distritos de Aracatiaçu e Mundaú e das terras que daí se estendessem até a Águas das Velhas", por serem grandes destruidores de rebanhos (Barroso, 1958, p. 72).
Em 22 de maio de 1724, o então Capitão-mor José de Moura Negrão, homem casado, 40 anos, morador na Lagoa dos Patos, serviu como testemunha em defesa do Pe. João de Matos Monteiro, que passava por um litígio com o Cel. Sebastião de Sá e com os jesuítas da Ibiapaba. No documento, informa ter assinado uma petição solicitando a permanência do cura na ribeira (Araújo, 2000, p. 51). A assinatura ocorreu na Aldeia dos Tremembés, em Almofala.
Outros Moradores de Patos
Em agosto de 1730 esteve na Fazenda dos Patos, Pe. Isidoro Rodrigues Resplandes onde batizou Manoel, filho de Francisco Pinheiro do Lago e Josefa Ferreira de Oliveira. Dias depois, o cura realizou nesta fazenda o casamento de Miguel Gomes Correia, filho de André de Araújo Santiago e Bernardina Francisca de Vasconcelos, com Felizarda Henriques, filha do Cap. Luis Nicolau Henriques e Floriana da Costa Pereira (Araújo, 2005, p. 129). Nicolau era filho do Cel. Sebastião de Sá com a índia Madalena Saraiva.
Quase 60 anos depois, em 1788, o Cel. Jerônimo Machado Freire declarou a Câmara de Sobral ser proprietário da Fazenda Patos, às margens do rio Acaratiaçu, tendo João de Holanda como vaqueiro. A propriedade é então descrito como tendo "uma légua de comprido e meia légua de largo para cada banda do dito rio, que principia nas terras de Alexandre de Holanda e finda nas terras do mesmo possuidor" (Frota, 1974, p. 476). Nessa propriedade o Coronel possuía mais de mil cabeças de gado, que eram negociadas, segundo informa, no porto de Acaraú, com José Luís Pereira Brandão, que as levava pelo mar à Pernambuco.
Sobre Jerônimo Machado Freire, sabe-se que residia no Pará, atual distrito de Parazinho, em Granja. Era sobrinho do sesmeiro do Coreaú, Domingos Machado Freire, de quem recebeu os bens por herança. É possível que Domingos tenha adquirido essas terras e as legado a Jerônimo.
Os Frederico de Andrade
Consta no Livro de Registro de Terras da Freguesia da Barra do Acaraú 1855-1857, como proprietários de Patos:
Antônio Joaquim Rodrigues e Dona Luisa Amélia de Albuquerque Barros, administradora dos bens do casal, registram três léguas e meia de terras que possuem em comum no lugar Patos, Freguesia do Acaraú, à margem do mar e compreendidas entre os rios Aracati-mirim e Aracatiaçu, e além destas, duas posses de terras a mar contíguas no lugar Merinduba, da mesma freguesia (Livro 1, nº 4, fl. 1v.);
[Bernardino Ribeiro Junior, procurador de D. Maria José de Andrade, avó paterna de Antônio] possuo um quarto de terras de criar na Ribeira do Aracatimirim, no sítio denominado Patos, na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Villa do Acaraú, com a largura que lhe pertencer, cujo quarto de terras a houvemos por título de herança de meu finado sogro Antônio Mendes de Vasconcelos (Livro 2, nº 43, fl. 9v.);
Antônio Joaquim Rodrigues era açoriano, natural da Ilha de São Miguel, tendo nascido por volta de 1794, filho de Joaquim Rodrigues Barbosa e Maria Vitória Candeia. Em 1822, casou-se com Ana Rosa Vasconcelos de Albuquerque, filha de Manoel Gomes e Ana Joaquina. Foram pais de onze filhos, dentre os quais, o José Frederico de Andrade que, por sua vez, foi pai do Coronel José Frederico Rodrigues de Andrade.
Não está claro como Antônio conseguiu essas terras, mas é possível que tivesse algum parentesco com o já citado sesmeiro Pedro Rodrigues de Oliveira. Ademais, sua avó paterna, Maria José de Andrade, diz ter recebido as terras de seu sogro, Antônio Mendes de Vasconcelos, filho do Capitão Mateus Mendes de Vasconcelos, dono da Fazenda Curralinho, em Morrinhos. Assim, é possível que em algum momento do século XVIII as terras da Lagoa dos Patos tenham sido compradas por Mateus Mendes.
Em 1860, o Cel. José Frederico de Andrade inaugurou, em Patos, um engenho mecanizado, com maquinários vindos da Inglaterra. Nessa época, a propriedade beneficiava algodão, além de fabricar açúcar, rapadura e água ardente. Segundo Nicodemos Araújo, o gerente daquela fábrica era Francisco Pedro dos Santos, o qual, em 1865, deixou as funções, para seguir, como voluntário, para a guerra do Paraguai, onde tornou-se herói, na defesa do Brasil, pelo que foi agraciado e promovido a Capitão do Exército brasileiro (Araújo, 1971, p. 181).
Além de José Frederico, é lembrado como proprietário de Patos, o seu cunhado, José Gomes Rodrigues de Albuquerque. A família Andrade, como são popularmente conhecidos, ergueu também, no centro da localidade, um exuberante casarão, que chamou a atenção do historiador Antônio Bezerra, quando passou pela localidade em 1884:
Mais além, à esquerda, avistamos uma grande casa, de bonita aparência, que soube pertencia ao Coronel José Frederico Rodrigues de Andrade. É um prédio magnífico, como só se encontra nas grandes cidades. Interna e externamente asseado, com melhores cômodos, nota-se logo à primeira vista que o seu proprietário dispõe de fortuna e bom gosto. Chamam a este lugar Patos, e contém, além deste excelente prédio, outras casas de taipa espalhadas nos arredores. À propriedade do coronel se prende uma ordem de casas destinadas ao engenho de ferro, alambique e outros misteres, todas bem conservadas e espaçosas (Bezerra, 1965, p. 381).
O engenho teria entrado em declínio já no final dos anos de 1800, em função da escassez de mão de obra servil, assim como pela irregularidade na produção da cana-de-açúcar devido às condições climáticas, mas continuou funcionando durante boa parte do século XX (Pereira, 2019, p. 117). Ressalta-se que, segundo relatos de moradores, é possível que tenha sido utilizada mão-de-obra escravizada no empreendimento (Miranda, 2018). A exemplo disso, o Sr. Juvenal, morador de Patos desde 1951, em entrevista ao divulgador Cesar Teles, comenta as histórias que contam sobre os antigos proprietários do engenho:
Aí antigamente tinha uns escravos, eles só trabalhavam na base da sola, do grito aí, o Seu Frederico, era um perigosão aí. Ele tinha uns afilhados, quando as madrinhas traziam para visitar ele, na semana santa, pra levar a benção do padrinho, ele queria botar as crianças pros leões que eles criavam. Era perigoso, era carniceiro... esse homem tiraram daqui, era um desconhecido, se achegou por aqui e se fez de dono, né. Meu avô morava daqui nove quilômetros e as terras ainda eram deles. Os homens dominavam tudo, da beira do mar ao sertão... (Teles, 2022).
Também existiu no lugar um ancoradouro, onde os produtos eram embarcados para Pernambuco, Bahia e Maranhão, mas que hoje encontra-se assoreado (Araújo, 1981, p. 115). Além do engenho e do casarão, os Andrade ergueram uma capela dedicada a N. S. da Conceição, que também funciona como mausoléu da família. Conforme Nicodemos Araújo, a capela foi construída no ano de 1897 pelo Cel. José Gomes Rodrigues de Albuquerque, tendo sido abençoada em 2 de fevereiro de 1898, por Padre Antônio Tomás, vigário de Acaraú (Araújo, 1971, p. 328). José Gomes também providenciou um cemitério para sua propriedade, construído em 1918, em Alvenaria.
Segundo Carlos Guilherme do Valle, a Fazenda Patos foi durante o período de decadência de Almofala e do soterramento da igreja um dos lugares que mais atraiu regionais e também muitos Tremembé. A existência da capela na fazenda também colaborou para atrair devotos, que a utilizavam para a realização dos cultos que deixaram de ser feitos em Almofala, localizada há uns 10 quilômetros (Vale, 1993, p. 79). Conforme o autor, essa família protagonizou alguns conflitos fundiários envolvendo as terras vizinhas da Aldeia dos Tremembés, na localidade de Tapera.
O Demônio na Garrafa
Com já visto, a fama do Coronel não era das melhores entre os moradores locais, o que alimentou toda sorte de lendas sobre sua figura. Em uma entrevista concedida para o canal História Nordestina, D. Pastora, antiga moradora da região, traz um relato fantástico envolvendo a mulher do Cel. José Frederico, Dona Francisca Joaquina Rodrigues:
"... o dono daquela casa ali, o finado [José Frederico], ele veio de Sobral atrás de um lugar para fazer uma morada e chegou aqui nos Patos, achou muito bom, porque o lugar aqui, botou esse nome de Patos porque era arrodeado de água e o pato significa água, né? Era Coronel José Frederico, que foi o fundador dos patos, e aí ficou por aí... a casa era forrada por cima, mas bem assim numa salinha, subia uma escada e lá era escuro, lá era o escritório dele. Dizem que a mulher dele um dia viu uma garrafa em cima da mesa com uma mosquinha voando, aí ela tinha dito: Pra que o coronel quer essa mosca, dentro dessa garrafa? Aí a destampou. Quando destampou pulou aquele bichão bem acolá, [e disse] agora meu dono vai te matar. Aí ele disse: O que? É, meu dono vai te matar, tu me soltou. O macacão. Aí ela disse: Não, mas tu não estava dentro dessa garrafa! Que ela criou aquela coragem, porque era um povo muito religioso. Pois tu não estava dentro dessa garrafa, porque eu soltei aqui uma mosca! [O "demônio" retrucou:] Não, era eu que estava! Aí ela disse: Pois só acredito que era tu, se tu entrar de novo. Aí ele entrou e ela "tchuco", tampou. Dizem que era o tal "Fama Leal" [Familiar], aí o que ele [Coronel] queria com esse bicho, esse bicho dava pra ele. Era um demônio, né? Dizem que ele se virava num macacão. Ela se chamava Francisca, finada Chiquinha. Era esposa dele (História Nordestina, 2023).
Embora trate-se certamente de uma anedota, costurada de referências a outras histórias populares, como, por exemplo, o conto “A mulher enganou o diabo”, publicado na revista infantil O Tico-Tico, de 11 de outubro de 1905, reforça a impressão maligna que pairava sobre o proprietário. Ainda sobre sua índole má, D. Pastora relata que ele proibia que os outros moradores criassem gado em suas terras e quando desobedeciam sua determinação ele confiscava os animais e os mantinha presos sem água ou comida:
Dizem que chegava o gado de fora do pessoal. Aqui ninguém criava! Tinha muito gado, tinha porco e se via até no mato, mas era só da família. Caboclo, como dizia ele, não criava. Só se fosse uma galinhazinha no terreiro. Aqui era conhecido como os caboclos e eles eram os brancos, né? Aí quando o gado chegava de fora no curral grande, ele mandava prender. Mas quando ele ia no curral, o gado morrendo de sede, aí dizem que ela dizia "fulano", solte o gado alheio. Aí ele [Coronel] dizia "ainda não está no dia de eu solta não". E o gado ficava urrando no curral com sede. Até que ele se aborrecia de ela tanto pedir, né? Que aí soltava. Quando o gado chegava no ali no Jaburu, aquele córrego da ponte hoje, dizem que eles vinham com tanta fome que uns desmaiava aí de fome e de sede" (História Nordestina, 2023).
Século XX
A Fazenda funcionou pelo menos até meados do século XX. Em 1920, no Censo Agropecuário, constavam como proprietários das Fazendas Patos e Lagoa dos Patos, Lucas Evangelista da Silveira e sua mãe, Maria do Carmo da Silveira, respectivamente. Lucas era filho de Manoel Pinto da Silveira e, portanto, neto do Tenente Albano José da Silveira. Anos mais tarde, o Sr. Juvenal presenciou o engenho em funcionamento, já a partir da segunda metade do século:
"Faziam cachaça, rapadura e açúcar mascavo também. Tinha uma descaroçadeira de algodão aí. Saia daqui só a lã do algodão nos fardos para Fortaleza. Bem por aqui assim tinha um porto. De primeiro aqui era só ferramenta e carro de boi. Vinha nos carros de boi as peças do alambique velho, que era tudo em carro de boi. Usava pra resgatar as cargas do porto pra cá. Antigamente eram doze quilômetros só de plantação de cana, do rio Aracati-mirim ao rio Aracatiaçu (Teles, 2022).
Ele também relembra dos proprietários da época, como sendo a família Barroso:
[Os portugueses que moravam aqui eram] da família Barroso, Geraldo Barroso, Danusio Barroso, Cel. Adalberto Barroso, o pai deles. Ele casou com uma filha natural daqui, o Dr. Danusio. Na família dizem que tem umas freiras que são herdeiras disso daqui, que até venderam esse terreno daí (Teles, 2022).
Não consegui maiores informações sobre essa família. Em 1979, a Fazenda Patos e a Fazenda São Gabriel foram vendidas à empresa agroindustrial Ducoco, dedicada ao cultivo de coqueiros, o que teria provocado novos conflitos fundiários, em particular com a população da localidade de Tapera, em Almofala.
A Botija dos Frederico
Como em várias outros relatos trazidos nesse blog, as botijas permeiam a história da Fazenda dos Patos. Mais uma vez, recorro ao depoimento do Sr. Juvenal, que diz ter testemunhado histórias envolvendo esses tesouros:
As vezes eu ouvia uma zuada, uns barulho que eu não concordava porque eu não conhecia, né? Aí muitas vezes eu me levantei no outro dia aí eu corrigia as calçadas, as calçadona alta, porque aí o assoalho era todo de madeira, muito bonito, faz pena ter deixado se acabar isso aí, aí quando eu corrigi eu vi na calçada os tijolos levantados, arrancaram... de botija né. Aí tinha uns currais deles, também arrancaram botija lá. Era o dinheiro deles, não tinha banco, aí eles enterravam, né? Inclusive meu pai sonhou até com um botija, só que dizem que quando a gente diz para uma pessoa, se encanta pra lá... ele me deu o lugar pra eu olhar, disse que era um corrente tão grande ouro, mas nunca fui atrás" (Teles, 2022).
Não é de se espantar que lendas tenham motivado as buscas por curiosos e caçadores de tesouros na antiga propriedade.
Diego Carneiro
Referências:
BEZERRA, Antônio. Notas de viagem. Imprensa Universitária do Ceará, 1965.
FROTA, Luciara S. Aragão (Org). Estudo sobre o Remanejamento da Pecuária na Zona Norte do Ceará. Fortaleza: SUDEC, 1974, 2 volume.
BARROSO, Gustavo. Nos bastidores da história do Brazil. Edicões Melhoramentos, 1958.
HISTÓRIAS NORDESTINA. A história da mulher valente e da mulher que soltou um demônio da garrafa. YouTube, 16 jan. 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=a79d3vawz4U. Acesso em: 20 set. 2026.
MIRANDA, Sitônio Coelho; MARQUES, Eliaquim de Oliveira; CASTRO, Sabrina Irineu de; SOUSA, Mikele Maria de. Patos, engenho ou senzala? A história de um povo por detrás de uma história. International Journal Semiarid, ano 1, v. 1, p. 56-59, 2018.
PEREIRA, Franderlan Campos. O cajueiro do saber: educação, luta pela terra e espiritualidade no campo experimental do Território da Libertação – Almofala – Itarema – Ceará. 2019. 180 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Centro de Humanidades, Programa Associado de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Ceará; Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Fortaleza, 2019.
SOUZA, Raimundo Nonato Rodrigues de. “Minha Riqueza é Fruto do meu Trabalho”: negros de cabedais no Sertão do Acaraú (1709-1822). 223 f. Programa de Pós Graduação em História da UFC (Tese Doutorado), 2015.
TELES, Cesar. Casarão é engenho assombrado dos portugueses é sua história: Praia de Patos, Itarema, Ceará. YouTube, 20 dez. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gR99f-gVUiE&t=1114s
VALLE, Carlos Guilherme Octaviano do. Terra, tradição e etnicidade: os Tremembé do Ceará. 1993. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1993.
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